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Marradas, cornadas, coices e algumas lambidelas
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 16 de agosto de 2009
Nem sei o que pense...

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Raios
Primeiro orfãos de mãe, agora orfãos de pai...
Pina Baush
Merce Cunningham
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ser
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Ser Mulher é ter mamas.
É tomar a pílula. E poder ser mãe.
Fingir não andar preocupada com a celulite.
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...Avó.
É ser susceptível.
É o mas...
Mas...
Ser Mulher não é ter mamas.
Ser Mulher não é tomar a pílula. Não é poder ser mãe.
Não é fingir não andar preocupada com a celulite.
A avó.
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É ser susceptível.
E andar preocupada com a celulite.
É Poder às vezes.
...
Ser Mulher é ser Eu.
É Ser Braços e Coxas, Rabo e Barriga. E ter mamas.
Mãos.
É ser olhos.
Olhos que pensam. Olhos que julgam. Olhos que assustam. Olhos que se assustam.
E se enchem de lágrimas por parvoíces que fazem rir.
É ser boca.
Boca que morde, boca que ri, boca que ataca, que beija e que fala incessantemente sem parar.
É ter o coração na boca.
Ser Mulher é uma vontade.
...
É ser mascote. E fingir ser mascote. E Ser.
E ser Parede- Mestra.
Querer ser a bailarina.
Ser a bailarina e não querer ser a bailarina.
Ser espartana.
Querer e Ser a Maior Força e o Mais Frágil.
É ser tenrinha.
É ser lamechas.
E querer ter a força de um Martelo Pneumático Gigante.
É estar furiosa. E querer ter o impacto de um vulcão ao explodir.
...E ser subtil como a borboleta que pousa na flor.
E pensar que se pode entrar com pezinhos de lã...
Querer ser discreta, pequenina, mas ocupar o espaço de uma manada de elefantes...
Revolução e Resignação.
Paradoxo.
Incerteza.
E o óbvio.
E o concreto
E o Porto-seguro.
É ter hormonas aos saltos.
Ser Iceberg porque se é muito mais do que o que se mostra.
E ter um cheiro diferente.
Ser Mulher está na pele.
Está no SER.
É ter medo. E não querer ter medo.
É ser resistente.
É ter mau feitio. E nariz empinado.
É ser mazinha.
E gostar de dar. Dar. Dar. Dar....
E eriçar os picos, como o porco-espinho, por tudo e por nada...
E baixar a guarda quando menos se espera.
E saber que se espera sempre que a guarda baixe... E baixá-la.
E bater o pé.
E abrir a porta. E fingir. E ser transparente.
Fazer bem o que não apetece.
Só fazer o que apetece.
Estar entre o bicho e a gente e ser bicho e gente e muito mais que bicho e gente.
Ser Mulher é SER. E gostar de SER.
SENTIR.
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Cabeça versus Corpo como se tudo não fosse um só. E tudo é um só. Cabeça X (vezes) Corpo.
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Saber mais...
E não saber... E saber.
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E querer qualquer coisa que ainda não há..
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sábado, 16 de maio de 2009
O Amor é lindo....
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Antes do início de uma aula de ballet, noto um reboliço e uns segredos nos meus lindos gnomos cor-de-rosa de quatro anos...
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Eu: - Também quero saber o que se passa?!
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Inês: - (sussurrando) É segredo...
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Eu: - (sussurrando também) Mas eu também quero saber o segredo...
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Inês: - (para a Margarida) Diz...
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Margarida: - Diz tu....
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Inês: - (para a Margarida) Posso dizer?
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Margarida: - (muito envergonhada diz que sim a com a cabeça)
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Inês: - A Margarida está apaixonada.
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Eu: - (sem conseguir conter uma gargalhada) Fantástico! Margarida estás apaixonada? Por quem?
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Margarida: - (a rir-se e muito envergonhada, muito baixinho) Pelo Miguel..
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Eu: - E ele sabe?
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Inês: - Sabe, ele também está apaixonado.
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Eu: - E vocês são namorados?
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Margarida: - Somos...
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Inês: - E deram um beijo na boca....
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Eu: - Deram um beijo na boca?
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Margarida: - (muito envergonhada) Sim.
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Eu: - E gostaste?
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Margarida: - Vamos casar.
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Eu: - Vais casar?!
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Inês: - E nós vamos ao casamento dela.
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Margarida: - O Miguel disse que eu podia convidar as minhas amigas e os pais e os vizinhos.
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Eu: - O Miguel é simpático... Também quero ser convidada.
Sara: - E eu também....
Margarida: - Está bem....
Inês: - E os primos e os avós....
Eu: - Claro. E tu Inês, também estás apaixonada?
Inês: (diz que não com a cabeça)
Eu: - E quem mais está apaixonada? Mais ninguém está apaixonada? (todas dizem que não com a cabeça)
Sara: - Eu não...
Eu: - Mas mais ninguém tem namorado?
Sara: - (envergonhada) Eu não...
Beatriz: - (a Beatriz fala muito pouco, acena sempre com a cabeça em sinal de concordar ou não, mas é uma rapariga de poucas palavras)É o Luís.
Eu: - O teu namorado é o Luís?
Beatriz: - (acena que sim com a cabeça)
Eu: - E tu não estás apaixonada por ele?
Beatriz: - (abana com a cabeça e muito baixinho) Não.
Eu: - Pronto acontece. Pode ser que um dia venhas a estar....
(entretanto Margarida e Inês continuam nos risinhos)
Inês: - Pergunta-lhe porque é que ela está apaixonada.... (ri-se imenso)
Eu: - Margarida porque é que estás apaixonada pelo Miguel? Ele é giro?
Margarida: - (completamente envergonhada) Ele tem cabelo amarelo.
Inês: - É loiro.
Beatriz: - Não é nada loiro é amarelo.
Eu: - É amarelo Margarida? E tu gostas do cabelo amarelo?
Margarida: - (acena que sim com a cabeça e muito baixinho) E é forte.
(riso geral)
Eu: - É forte?!
Beatriz: - Ele bateu ao Pedro e atirou o lápis ao Francisco...
Eu: - Então não é forte, é um bocado bruto...
Margarida: - O que é bruto?
Eu: - (páro um bocado para pensar) É quando uma pessoa usa a força que tem para estar sempre a tentar aleijar os outros... O Miguel é assim?
Margarida: - (com um sorriso feliz) É.
Eu: - E tu gostas dele?
Margarida: - (acena que sim com a acabeça)
Eu: - Pronto, está bem... Mas ele nunca te aleijou a ti?
Inês: - Não, ele só quer dar beijinhos....
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(riso geral)
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Beatriz: - (que entretanto ficou muito pensativa durante a conversa anterior, muito baixinho) Eu também estou a apaixonada.
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Eu: - Ai afinal estás apaixonada. Pelo Luís?
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Inês: - Não.
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Beatriz: - Não, é pelo Diogo.
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Eu: - Mas e namoras com o Luís?
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Beatriz: - (acena que sim com a cabeça a sorrir)
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Eu: - Mas então devias era namorar com o Diogo, não era?
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Beatriz: - (abana com a cabeça) Não.
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Eu: - Ah... Ok. Cada uma lá sabe com quem quer namorar, não é... ?!... Isto está a ficar muito complicado para mim... Vamos à aula....
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sábado, 25 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Suspiro grande, ou a falta que as férias me fazem...
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...................... bolinhas de reticências de cabeça pouco vazia porque cheia de areia.
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É difícil ser racional quando, qual telefone, sou controlada por impulsos.
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Pulsos internos aos pulos.
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Não tenho pena de mim, porque me gosto. Não mudava um milímetro.
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Não me arrependo quase nunca de nada, porque sei que voltava sempre a fazer tudo igual. Não porque quisesse, mas porque seria incontornável, incontrolável.
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Irrito-me.
Enervo-me.
Eu. A mim.
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Mas não me controlo. Não aguento. Não tenho nervos de aço.
Não quero ter nervos de aço.
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Não sei o que quero...
Não quero saber o que quero.
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Minuto a minuto. Completamente à toa , no momento seguinte completamente cheia de certezas.
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Instantâneas certezas absolutas.
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Será que é ISTO que eu quero?
Teria saudades desta angústia, desta ansiedade??
Deste raio de coisa que me aperta o estômago a cada meia hora?
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Pensei mil coisas. Fiz mil planos. Desfiz outros mil.
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Nada fiz.
Nada mudei.
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Acho que não sou fraca. Sou amorfa. Sou mais teimosa que eu própria.
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É isto o paradoxo?
Talvez seja este o meu conflito o meu DRAMA/ACÇÃO que me faz mexer, que me mantém acordada, desaborrecida..............
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Raios me partam.
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Acho que queria querer paz.
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E depois encosto-me, adormeço e acordo a sorrir. Um novo dia.
Sou feliz.
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E de repente, não. Alarme de tédio a tocar.
Tudo gira à volta, apetece-me correr e atirar-me contra as paredes, vezes e vezes e vezes sem fim......
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Serei/estarei doente?! (estranho, penso-o com um sorriso nos lábios...!!!)
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Amanhã devo chorar outra vez.
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Hoje não.
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Ontem queria chorar e não me apetecia...... Foi quase.
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Raios me partam.
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Ninguém me deu um livro de instruções.
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A cada segundo.
Eu, eu, eu........ e não consigo perceber quem é!
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Agora chove, lá fora, e eu em casa, no calor do aquecedor, disfruto deste conforto/aconchego que eu/minha casa me dou.
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Que bom estar em casa.
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Faltam-me alguns parafusos. É um facto.
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Agora deixo-me de tretas e vou trabalhar.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Eu...

Ideia descaradamente roubada daqui (beeeijo).
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Uma espécie de balanço periódico....
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Já deitei fumo por uma orelha.
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Já bebi muito mais do que a conta.
Já jurei que nunca mais bebia mais do que a conta (mais de 10 vezes).
Já pratiquei exercício físico até deixar de sentir qualquer músculo do corpo.
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Já me arrependi amargamente.
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Já menti descaradamente (mais de 100 vezes).
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Já fui daqui à Holanda para ver um concerto.
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Já disse nunca (mais de 1 000 vezes, pelo menos).
Já amei muito.
Já fui muito amada.
Já traí.
Já fui traída.
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Já quase morri de vergonha.
Já quis morrer por amor.
Já quis matar por amor.
Já deixei de acreditar no amor (mais de 10 000 vezes).
Já conheci o homem da minha vida (três vezes, sem contar com a adolescência, e não eram sempre o mesmo)...
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Já fui assediada.
Já prometi e não cumpri.
Já pedi socorro.
Já me salvaram.
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Já fiquei afónica de pânico.
Já me ri até quase desmaiar.
Já andei "à porrada".
Já chorei sem razão (mais de 100 000 vezes).
Já atirei com uma bota à cabeça de um namorado.
Já fingi um orgasmo.
Já me despedi.
Já fugi.
Já passei três dias sem dizer palavra (aos maldosos, não, não estava em coma...).
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Já entrei no mar em Janeiro.
Já chorei ao por-do-sol.
Já me lamberam as lágrimas.
Já fui pedida em casamento.
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Já me senti a mulher mais feia do mundo (mais de 1 000 000 de vezes).
Já me senti a mulher mais bonita do mundo (inquantificável).
Já me senti a mulher mais feliz do mundo.
Já me senti a mulher mais miserável do mundo.
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Já me senti a mulher mais inteligente do mundo.
Já me senti a mulher mais burra do mundo.
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Já andei à boleia sozinha.
Já estive para ser violada.
Já fui assaltada.
Já fui má como as cobras.
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Já acampei.
Já fui acampar e acabei num quarto de hotel.
Já pratiquei sexo no alto de um castelo.
Já fiz amor debaixo de água.
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Já adormeci num passeio na rua.
Já andei uma noite inteira à chuva.
Já andei de ambulância.
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Já comi comida que detesto por educação.
Já fui muito mal educada.
Já fui insolente.
Já fui indisciplinada.
Já fui insoburdinada.
Já fui irresponsável.
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Já voltei atrás (mais de 10 000 000 de vezes)
Já quase desmaiei em cima do palco.
Já dancei nua.
Já andei quase 24 horas dentro de um auto-carro.
Já desesperei de dor.
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Já cantei Karaoke.
Já quis ser balconista.
Já mudei de profissão.
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Já seduzi.
Já fui seduzida.
Já fui corrompida.
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Já me droguei.
Já vi amigos morrerem por causa da droga.
Já vi colegas de turma a arrumarem carros.
Já plantei "erva".
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Já fiz magia negra.
Já acendi velas a anjos.
Já rezei.
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Já morei com freaks.
Já tive pulgas em casa.
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Já não perco tão facilmente a paciência.
Já tive muita mais paciência.
Já tive muitos mais sonhos.
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Já me perdi.
Já desesperei.
Já quis ajudar e não pude.
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Já duvidei muito mais de mim.
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Já tive mais poder de síntese.
Já estou cheia de sono.
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Já chega.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Simplesmente complicado
"O vazio que se lixe. Inaumentável inminorável impiorável sempre insuperável quase vazio."*
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Descubro que passei horas infindáveis da minha vida a dar a volta à cabeça para resolver problemas que, ou não se resolveram, ou se resolveram sozinhos sem que as minhas reflexões tivessem tido alguma influência.
A vida é dura (que cliché bonito...), por isso não vale a pena tentar amolecê-la se vamos ficar todos pisadinhos.
Para quê complicar ainda mais com a desculpa de que se estão a tentar resolver as complicações...
Perda de energia.
Não ao simplex da vida.
Ir na crista da onda.
Acho que devemos aprender a conduzir ao ESSES, em vez de gastar o tempo a construir uma autoestrada, que quando estiver pronta, já não nos leva onde queremos ir...
Todos queremos a fórmula da felicidade, sem percebermos que todos somos felizes. Pelo menos um bocadinho por dia, todos os dias. Não há dias inteiramente trágicos. Há sempre aquele momento de prazer, nem que seja o segundo em que adormecemos ou o instante de puro êxtase em que o analgésico para as dores começa a fazer efeito...
Claro que também não há dias inteiramente felizes. A questão passa por se escolher o que vamos valorizar.
Tive um Mestre (bem ao seu estilo quase-zen de Guru da auto-ajuda-teatral) que me ensinou que há receitas para resolver problemas. Na maioria das vezes até bem simples, mas que normalmente não duram mais do que uns dias. Ao fim de uma semana estamos enjoados, encalhados, ou pior, entediados.
Infinitamente mais interessante do que procurar soluções é levantar novas e melhores questões. Em vez de se taparem buracos, abrem-se outros ao lado.
Agora evito perder tempo e queimar a moleirinha a tentar desfazer os nós cegos do juízo. Qual gata-borralheira prendada, aproveito-os para fazer naperons de crochet!
Até porque se eles são mesmo cegos, a única solução lógica seria arranjar-lhes uma bengala e um cão.
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Resumindo (e depois de uma noite em claro miserável, a correr para o médico, a ter de chamar o irmão para arrombar a fechadura de casa para poder entrar depois de chegar do médico, e de me sentir cheia de pena de mim, por ter de ser eu a fazer o meu próprio chazinho e por ter de ir trabalhar mesmo doente e sem energia): no meu dia-a-dia angustio-me imenso, enervo-me, stresso, não tenho paciência, exagero, irrito-me, zango-me, sofro, engulo sapos, enfastio-me, chateio-me, falo demais, não digo o que devia, arrependo-me, mudo de ideias, contradigo-me, canso-me...
...mas sou FELIZ.
Sou saudável (na maior parte dos dias), gosto muito do meu trabalho (apesar de ser muuuito) que me dá dinheiro para ser auto-suficiente e fazer muita coisa de que gosto, sou independente, sou razoavelmente inteligente, tenho uma família grande, formidável, complicada e divertida, que adoro (e um irmão multifunções com quem posso sempre contar - desde que não seja de manhã - capaz de arrombar portas, ir à farmácia, mudar faróis no carro ou resolver complexos problemas informáticos), tenho um grande número de amigos, conheço e tenho o privilégio de privar com gente extraordinária, e, mais importante do que tudo, colecciono pelo menos uma mão cheia de pessoas que tenho a mais absoluta certeza que me dariam um Rim ou um Par-de-estalos, sem pestanejar, conforme a ocasião, e por quem eu incondicionalmente roubaria um banco ou ficaria fechada numa cabine telefónica com uma dezenas de freaks piolhentos e mal-cheirosos.
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"Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."*
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*Samuel Beckett in Pioravante Marche, Últimos Trabalhos
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Nome de Guerra
"As pessoas põem nomes a tudo e a si próprias também"*
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"Jules Renard tirou um esplêndido retrato da vaca em tamanho natural: «On l'appelle la vâche et c'est le nom qui lui va le mieux». Como vedes, este corpo-inteiro está extraordinariamente parecido, é vaca por todos os lados."*
Entendidos?! ;))
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sábado, 29 de novembro de 2008
Pinheeeeeeeiiiiiiro!!!!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Suspiro grande...
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Deitada, abandonada
Deitada, ao sol
De outra carne
Carne macia,
Carne amiga, cúmplice de brincadeiras
Vadia
Carne feliz
Cansada, saciada
Entregue, desarmada
À espera de nada
Só
Completa
Porque partilha
Lado a lado
O desejo fogo paixão
Que ardeu nas bocas/olhos agora
Em repouso
Borbulhando pequenos movimentos
De paz
De ternura
De puro conforto
De quem está
E não espera
Sente
Respira
Vive
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Bestial em todos os sentidos
Dia 14 de Julho, o Auditório do Forum de Barcelona à pinha com 3000 pessoas em silêncio, rendidas ao abismal magnetismo do Monstro, qual culto de uma estranha religião.
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A Imprensa:
"Tom Waits é um Monstro marinho que arrasta os barcos para as profundidades com os seus tentáculos de 50 metros mas também ajuda um gatinho a descer de uma árvore". "Tom Waits seria capaz de encontrar as chaves a Houdini". "Ele é o meteorito que extinguiu os dinosauros". "Ele é o homem do saco, que leva a os meninos que não comem a sopa". "Foi Tom Waits quem afundou o Titanic e colocou o Neil Armstrong na lua". "Tom Waits matou o dragão com a sua lança, e deixou o protagonismo a São Jorge, porque ele é modesto".
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Ele não é Deus, porque é muito mais feio, mas também muito mais cómico, e com infinitamente mais poder e mais pinta. É Um Monstro Sagrado!
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
O meu 13 de Maio
Sou Cétpica por natureza. Ateia de religião.
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E por castigo divino, a 13 de Maio, não na Cova da Iria, mas talvez por obra da Virgem Maria, fiquei assim:
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Felizmente devia ter algum pastorinho bem-disposto que decidiu que, dentro do que podia correr mal, não ia tudo correr pelo pior e, excepto uma dor no pescoço, nem um arranhão, excepto na carteira...
Um valente susto, um braço da direcção, duas jantes, um pára-choques, dois pneus, duas ópticas, dois faróis, um retrovisor, um radiador, uma embraiagem, uma caixa de velocidades, uma protecção do carter e mais outras coisas cujo nome não decorei...
Nem tudo se perdeu e a vantagem (além do facto, nada irrelevante, de ter saído ilesa desta experiência radical) é que para o mês que vem já não vou ter que pagar o seguro do carro, nem de o levar à revisão.
Nem tudo pode correr sempre mal, mas mesmo sem ser para Fátima, mais me valia ter ido a pé!
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Gostos
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Gosto de dizer mal das coisas.
Gosto muito de dizer muito mal das coisas.
Gosto de dizer muito bem das coisas.
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Gosto de coisas que me fazem rir.
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Gosto de dormir.
Gosto de comer.
Gosto de nadar.
Gosto de morder.
Não gosto que me mordam.
Gosto que me trinquem.
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Gosto de falar.
Gosto que me ouçam.
Não gosto de me ouvir.
Gosto de estar com os meus amigos.
Gosto de conversar com os meus amigos.
Gosto de ouvir os meus amigos.
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Não gosto de secas.
Não gosto de coisas muito sérias.
Não gosto que não me levem a sério.
Não gosto de me levar a sério.
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Gosto de me sentir entuiasmada.
Gosto do cheiro a relva.
Gosto de água.
Gosto de perspicácia.
Gosto que me irritem.
Gosto de me irritar.
Não gosto de mim irritada.
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Gosto de homens altos.
Gosto de bom gosto.
Gosto de imprevistos.
Gosto de ter tempo.
Gosto de ter pressa.
Gosto de stress.
Não gosto de pânico.
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Não gosto de mais ou menos.
Não gosto de estúpidos.
Não gosto de mesquinhos.
Não gosto de acomodados.
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Não gosto de nãos.
Não gosto de desistir.
Não gosto de perder.
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Gosto de rapidinhas.
Gosto de conforto.
Gosto de maçãs.
Gosto de morangos.
Gosto de caos.
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Gosto de desafios.
Gosto de crescer.
Gosto do burlesco.
Gosto do grotesco.
Gosto de choques.
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Não gosto de cheiro a laca.
Não gosto de unhas pintadas.
Não gosto de saltos altos.
Não gosto de missas.
Gosto de massa crua.
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Gosto de paradoxos.
Não gosto de lógica.
Gosto da minha lógica.
Gosto de gostar.
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E agora tenho de ir.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Que fresquinho bom...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
O amor é liiiiiiinnndoooo
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Reservado o direito ao preconceito
Reservo-me o direito de julgar previamente as pessoas (à posteriori já me parece demasiado tarde), seja pelos seus actos, pelo seu aspecto, pelo seu cheiro, pelo seu nome, pela voz, pelos amigos, pelo que comem, etc, etc, etc. Julgo, critico e ponho de parte tendo apenas como base as primeiras impressões.segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Os livros que mudaram a minha vida
Como sou uma vaca preguiçosa e com pouco tempo, fui buscar um texto que não é novo, tem a modos que uns anitos, mas acho que é um bom prólogo de blog, por isso cá vai ele:Tristemente descobri que o livro é uma merda.

