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Marradas, cornadas, coices e algumas lambidelas
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domingo, 25 de abril de 2010

A Internacional

Versão Garotos Podres



domingo, 16 de agosto de 2009

Nem sei o que pense...


Uma vez ouvi dizer que, de cada vez que morre um artista, se apaga uma estrela...

Parece-me que vamos ficar completamente às escuras.





segunda-feira, 27 de julho de 2009

Raios


Primeiro orfãos de mãe, agora orfãos de pai...


Pina Baush


Merce Cunningham


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ser

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Ser Mulher é ter mamas.
É tomar a pílula. E poder ser mãe.
Fingir não andar preocupada com a celulite.
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...Avó.


É ser susceptível.

É o mas...

Mas...


Ser Mulher não é ter mamas.
Ser Mulher não é tomar a pílula. Não é poder ser mãe.
Não é fingir não andar preocupada com a celulite.

A avó.

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É ser susceptível.

E andar preocupada com a celulite.


É Poder às vezes.

...

Ser Mulher é ser Eu.
É Ser Braços e Coxas, Rabo e Barriga. E ter mamas.

Mãos.

É ser olhos.

Olhos que pensam. Olhos que julgam. Olhos que assustam. Olhos que se assustam.

E se enchem de lágrimas por parvoíces que fazem rir.


É ser boca.
Boca que morde, boca que ri, boca que ataca, que beija e que fala incessantemente sem parar.


É ter o coração na boca.

Ser Mulher é uma vontade.

...

É ser mascote. E fingir ser mascote. E Ser.

E ser Parede- Mestra.

Querer ser a bailarina.

Ser a bailarina e não querer ser a bailarina.

Ser espartana.

Querer e Ser a Maior Força e o Mais Frágil.

É ser tenrinha.

É ser lamechas.

E querer ter a força de um Martelo Pneumático Gigante.

É estar furiosa. E querer ter o impacto de um vulcão ao explodir.

...E ser subtil como a borboleta que pousa na flor.

E pensar que se pode entrar com pezinhos de lã...

Querer ser discreta, pequenina, mas ocupar o espaço de uma manada de elefantes...

Revolução e Resignação.

Paradoxo.

Incerteza.


E o óbvio.

E o concreto

E o Porto-seguro.

É ter hormonas aos saltos.

Ser Iceberg porque se é muito mais do que o que se mostra.


E ter um cheiro diferente.


Ser Mulher está na pele.

Está no SER.


É ter medo. E não querer ter medo.

É ser resistente.



É ter mau feitio. E nariz empinado.

É ser mazinha.



E gostar de dar. Dar. Dar. Dar....


E eriçar os picos, como o porco-espinho, por tudo e por nada...
E baixar a guarda quando menos se espera.
E saber que se espera sempre que a guarda baixe... E baixá-la.


E bater o pé.

E abrir a porta. E fingir. E ser transparente.

Fazer bem o que não apetece.

Só fazer o que apetece.


Estar entre o bicho e a gente e ser bicho e gente e muito mais que bicho e gente.



Ser Mulher é SER. E gostar de SER.

SENTIR.

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Cabeça versus Corpo como se tudo não fosse um só. E tudo é um só. Cabeça X (vezes) Corpo.

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Saber mais...

E não saber... E saber.

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E querer qualquer coisa que ainda não há.
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sábado, 16 de maio de 2009

O Amor é lindo....

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Antes do início de uma aula de ballet, noto um reboliço e uns segredos nos meus lindos gnomos cor-de-rosa de quatro anos...
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Eu: - Também quero saber o que se passa?!
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Inês: - (sussurrando) É segredo...
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Eu: - (sussurrando também) Mas eu também quero saber o segredo...
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Inês: - (para a Margarida) Diz...
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Margarida: - Diz tu....
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Inês: - (para a Margarida) Posso dizer?
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Margarida: - (muito envergonhada diz que sim a com a cabeça)
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Inês: - A Margarida está apaixonada.
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Eu: - (sem conseguir conter uma gargalhada) Fantástico! Margarida estás apaixonada? Por quem?
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Margarida: - (a rir-se e muito envergonhada, muito baixinho) Pelo Miguel..
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Eu: - E ele sabe?
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Inês: - Sabe, ele também está apaixonado.
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Eu: - E vocês são namorados?
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Margarida: - Somos...
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Inês: - E deram um beijo na boca....
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Eu: - Deram um beijo na boca?
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Margarida: - (muito envergonhada) Sim.
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Eu: - E gostaste?
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Margarida: - Vamos casar.
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Eu: - Vais casar?!
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Inês: - E nós vamos ao casamento dela.
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Margarida: - O Miguel disse que eu podia convidar as minhas amigas e os pais e os vizinhos.
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Eu: - O Miguel é simpático... Também quero ser convidada.

Sara: - E eu também....

Margarida: - Está bem....

Inês: - E os primos e os avós....

Eu: - Claro. E tu Inês, também estás apaixonada?

Inês: (diz que não com a cabeça)

Eu: - E quem mais está apaixonada? Mais ninguém está apaixonada? (todas dizem que não com a cabeça)

Sara: - Eu não...

Eu: - Mas mais ninguém tem namorado?

Sara: - (envergonhada) Eu não...

Beatriz: - (a Beatriz fala muito pouco, acena sempre com a cabeça em sinal de concordar ou não, mas é uma rapariga de poucas palavras)É o Luís.

Eu: - O teu namorado é o Luís?

Beatriz: - (acena que sim com a cabeça)

Eu: - E tu não estás apaixonada por ele?

Beatriz: - (abana com a cabeça e muito baixinho) Não.

Eu: - Pronto acontece. Pode ser que um dia venhas a estar....

(entretanto Margarida e Inês continuam nos risinhos)

Inês: - Pergunta-lhe porque é que ela está apaixonada.... (ri-se imenso)

Eu: - Margarida porque é que estás apaixonada pelo Miguel? Ele é giro?

Margarida: - (completamente envergonhada) Ele tem cabelo amarelo.

Inês: - É loiro.

Beatriz: - Não é nada loiro é amarelo.

Eu: - É amarelo Margarida? E tu gostas do cabelo amarelo?

Margarida: - (acena que sim com a cabeça e muito baixinho) E é forte.

(riso geral)

Eu: - É forte?!

Beatriz: - Ele bateu ao Pedro e atirou o lápis ao Francisco...

Eu: - Então não é forte, é um bocado bruto...

Margarida: - O que é bruto?

Eu: - (páro um bocado para pensar) É quando uma pessoa usa a força que tem para estar sempre a tentar aleijar os outros... O Miguel é assim?

Margarida: - (com um sorriso feliz) É.

Eu: - E tu gostas dele?

Margarida: - (acena que sim com a acabeça)

Eu: - Pronto, está bem... Mas ele nunca te aleijou a ti?

Inês: - Não, ele só quer dar beijinhos....
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(riso geral)
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Beatriz: - (que entretanto ficou muito pensativa durante a conversa anterior, muito baixinho) Eu também estou a apaixonada.
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Eu: - Ai afinal estás apaixonada. Pelo Luís?
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Inês: - Não.
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Beatriz: - Não, é pelo Diogo.
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Eu: - Mas e namoras com o Luís?
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Beatriz: - (acena que sim com a cabeça a sorrir)
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Eu: - Mas então devias era namorar com o Diogo, não era?
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Beatriz: - (abana com a cabeça) Não.
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Eu: - Ah... Ok. Cada uma lá sabe com quem quer namorar, não é... ?!... Isto está a ficar muito complicado para mim... Vamos à aula....
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sábado, 25 de abril de 2009

"Apprendre pour comprendre et agir!!"

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Suspiro grande, ou a falta que as férias me fazem...

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..................... bolinhas de reticências de cabeça pouco vazia porque cheia de areia.
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É difícil ser racional quando, qual telefone, sou controlada por impulsos.
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Pulsos internos aos pulos.
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Não tenho pena de mim, porque me gosto. Não mudava um milímetro.
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Não me arrependo quase nunca de nada, porque sei que voltava sempre a fazer tudo igual. Não porque quisesse, mas porque seria incontornável, incontrolável.
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Irrito-me.
Enervo-me.
Eu. A mim.
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Mas não me controlo. Não aguento. Não tenho nervos de aço.
Não quero ter nervos de aço.
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Não sei o que quero...
Não quero saber o que quero.
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Minuto a minuto. Completamente à toa , no momento seguinte completamente cheia de certezas.
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Instantâneas certezas absolutas.
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Será que é ISTO que eu quero?
Teria saudades desta angústia, desta ansiedade??
Deste raio de coisa que me aperta o estômago a cada meia hora?
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Pensei mil coisas. Fiz mil planos. Desfiz outros mil.
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Nada fiz.
Nada mudei.
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Acho que não sou fraca. Sou amorfa. Sou mais teimosa que eu própria.
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É isto o paradoxo?
Talvez seja este o meu conflito o meu DRAMA/ACÇÃO que me faz mexer, que me mantém acordada, desaborrecida..............
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Raios me partam.
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Acho que queria querer paz.
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E depois encosto-me, adormeço e acordo a sorrir. Um novo dia.
Sou feliz.
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E de repente, não. Alarme de tédio a tocar.
Tudo gira à volta, apetece-me correr e atirar-me contra as paredes, vezes e vezes e vezes sem fim......
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Serei/estarei doente?! (estranho, penso-o com um sorriso nos lábios...!!!)
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Amanhã devo chorar outra vez.
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Hoje não.
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Ontem queria chorar e não me apetecia...... Foi quase.
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Raios me partam.
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Ninguém me deu um livro de instruções.
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A cada segundo.
Eu, eu, eu........ e não consigo perceber quem é!
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Agora chove, lá fora, e eu em casa, no calor do aquecedor, disfruto deste conforto/aconchego que eu/minha casa me dou.
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Que bom estar em casa.
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Faltam-me alguns parafusos. É um facto.
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Agora deixo-me de tretas e vou trabalhar.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Eu...

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Ideia descaradamente roubada daqui (beeeijo).
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Uma espécie de balanço periódico....
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Já deitei fumo por uma orelha.
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Já bebi muito mais do que a conta.
Já jurei que nunca mais bebia mais do que a conta (mais de 10 vezes).
Já pratiquei exercício físico até deixar de sentir qualquer músculo do corpo.
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Já me arrependi amargamente.
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Já menti descaradamente (mais de 100 vezes).
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Já fui daqui à Holanda para ver um concerto.
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Já disse nunca (mais de 1 000 vezes, pelo menos).
Já amei muito.
Já fui muito amada.
Já traí.
Já fui traída.
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Já quase morri de vergonha.
Já quis morrer por amor.
Já quis matar por amor.
Já deixei de acreditar no amor (mais de 10 000 vezes).
Já conheci o homem da minha vida (três vezes, sem contar com a adolescência, e não eram sempre o mesmo)...
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Já fui assediada.
Já prometi e não cumpri.
Já pedi socorro.
Já me salvaram.
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Já fiquei afónica de pânico.
Já me ri até quase desmaiar.
Já andei "à porrada".
Já chorei sem razão (mais de 100 000 vezes).
Já atirei com uma bota à cabeça de um namorado.
Já fingi um orgasmo.
Já me despedi.
Já fugi.
Já passei três dias sem dizer palavra (aos maldosos, não, não estava em coma...).
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Já entrei no mar em Janeiro.
Já chorei ao por-do-sol.
Já me lamberam as lágrimas.
Já fui pedida em casamento.
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Já me senti a mulher mais feia do mundo (mais de 1 000 000 de vezes).
Já me senti a mulher mais bonita do mundo (inquantificável).
Já me senti a mulher mais feliz do mundo.
Já me senti a mulher mais miserável do mundo.
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Já me senti a mulher mais inteligente do mundo.
Já me senti a mulher mais burra do mundo.
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Já andei à boleia sozinha.
Já estive para ser violada.
Já fui assaltada.
Já fui má como as cobras.
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Já acampei.
Já fui acampar e acabei num quarto de hotel.
Já pratiquei sexo no alto de um castelo.
Já fiz amor debaixo de água.
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Já adormeci num passeio na rua.
Já andei uma noite inteira à chuva.
Já andei de ambulância.
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Já comi comida que detesto por educação.
Já fui muito mal educada.
Já fui insolente.
Já fui indisciplinada.
Já fui insoburdinada.
Já fui irresponsável.
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Já voltei atrás (mais de 10 000 000 de vezes)
Já quase desmaiei em cima do palco.
Já dancei nua.
Já andei quase 24 horas dentro de um auto-carro.
Já desesperei de dor.
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Já cantei Karaoke.
Já quis ser balconista.
Já mudei de profissão.
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Já seduzi.
Já fui seduzida.
Já fui corrompida.
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Já me droguei.
Já vi amigos morrerem por causa da droga.
Já vi colegas de turma a arrumarem carros.
Já plantei "erva".
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Já fiz magia negra.
Já acendi velas a anjos.
Já rezei.
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Já morei com freaks.
Já tive pulgas em casa.
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Já não perco tão facilmente a paciência.
Já tive muita mais paciência.
Já tive muitos mais sonhos.
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Já me perdi.
Já desesperei.
Já quis ajudar e não pude.
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Já duvidei muito mais de mim.
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Já tive mais poder de síntese.
Já estou cheia de sono.
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Já chega.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Simplesmente complicado

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"O vazio que se lixe. Inaumentável inminorável impiorável sempre insuperável quase vazio."*

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Descubro que passei horas infindáveis da minha vida a dar a volta à cabeça para resolver problemas que, ou não se resolveram, ou se resolveram sozinhos sem que as minhas reflexões tivessem tido alguma influência.

A vida é dura (que cliché bonito...), por isso não vale a pena tentar amolecê-la se vamos ficar todos pisadinhos.

Para quê complicar ainda mais com a desculpa de que se estão a tentar resolver as complicações...

Perda de energia.

Não ao simplex da vida.

Ir na crista da onda.

Acho que devemos aprender a conduzir ao ESSES, em vez de gastar o tempo a construir uma autoestrada, que quando estiver pronta, já não nos leva onde queremos ir...

Todos queremos a fórmula da felicidade, sem percebermos que todos somos felizes. Pelo menos um bocadinho por dia, todos os dias. Não há dias inteiramente trágicos. Há sempre aquele momento de prazer, nem que seja o segundo em que adormecemos ou o instante de puro êxtase em que o analgésico para as dores começa a fazer efeito...

Claro que também não há dias inteiramente felizes. A questão passa por se escolher o que vamos valorizar.

Tive um Mestre (bem ao seu estilo quase-zen de Guru da auto-ajuda-teatral) que me ensinou que há receitas para resolver problemas. Na maioria das vezes até bem simples, mas que normalmente não duram mais do que uns dias. Ao fim de uma semana estamos enjoados, encalhados, ou pior, entediados.

Infinitamente mais interessante do que procurar soluções é levantar novas e melhores questões. Em vez de se taparem buracos, abrem-se outros ao lado.

Agora evito perder tempo e queimar a moleirinha a tentar desfazer os nós cegos do juízo. Qual gata-borralheira prendada, aproveito-os para fazer naperons de crochet!

Até porque se eles são mesmo cegos, a única solução lógica seria arranjar-lhes uma bengala e um cão.

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Resumindo (e depois de uma noite em claro miserável, a correr para o médico, a ter de chamar o irmão para arrombar a fechadura de casa para poder entrar depois de chegar do médico, e de me sentir cheia de pena de mim, por ter de ser eu a fazer o meu próprio chazinho e por ter de ir trabalhar mesmo doente e sem energia): no meu dia-a-dia angustio-me imenso, enervo-me, stresso, não tenho paciência, exagero, irrito-me, zango-me, sofro, engulo sapos, enfastio-me, chateio-me, falo demais, não digo o que devia, arrependo-me, mudo de ideias, contradigo-me, canso-me...

...mas sou FELIZ.

Sou saudável (na maior parte dos dias), gosto muito do meu trabalho (apesar de ser muuuito) que me dá dinheiro para ser auto-suficiente e fazer muita coisa de que gosto, sou independente, sou razoavelmente inteligente, tenho uma família grande, formidável, complicada e divertida, que adoro (e um irmão multifunções com quem posso sempre contar - desde que não seja de manhã - capaz de arrombar portas, ir à farmácia, mudar faróis no carro ou resolver complexos problemas informáticos), tenho um grande número de amigos, conheço e tenho o privilégio de privar com gente extraordinária, e, mais importante do que tudo, colecciono pelo menos uma mão cheia de pessoas que tenho a mais absoluta certeza que me dariam um Rim ou um Par-de-estalos, sem pestanejar, conforme a ocasião, e por quem eu incondicionalmente roubaria um banco ou ficaria fechada numa cabine telefónica com uma dezenas de freaks piolhentos e mal-cheirosos.

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"Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."*

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*Samuel Beckett in Pioravante Marche, Últimos Trabalhos

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nome de Guerra

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"As pessoas põem nomes a tudo e a si próprias também"*
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"Jules Renard tirou um esplêndido retrato da vaca em tamanho natural: «On l'appelle la vâche et c'est le nom qui lui va le mieux». Como vedes, este corpo-inteiro está extraordinariamente parecido, é vaca por todos os lados."*
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A propósito de nomes que nos chamam na hora do êxtase...
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Prefiro, sem qualquer sombra de dúvida, que me chamem pelo meu nome. Efectivamente é aquele que me assenta melhor, mas quem sou eu para ser travão da criatividade onomástica de cada um, embora reconheça que há alguns que me tiram do sério...
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Exemplo básico - Princesa, Beleza, Trigreza e outros que terminem em '-eza'.
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Nada contra as referências a animais, desde que haja bom gosto, o que significa que se devem a todo o custo evitar as famílias dos caprinos, dos bovinos, dos suínos, dos equestres, dos asinos, dos galináceos, dos canídeos,... em princípio animais da quinta devem ficar longe da cama (mesmo quando se usam diminutivos)! Os felinos soam a filme porno profundamente rasca... "Ah Leoa!!!" (vómito)
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Se a opção tiver mesmo de recair sobre um animal, gosto de alguns roedores: Castores, Toupeiras, Morcegos... (Hamster é capaz de não dar muito jeito). Gosto também de Girafa, Andorinha, Melro, Raposa, Pinguim, Crocodilo (Crocodila é mais giro!), e peixes, muitos peixes: Faneca, Carapau, Pescada, Solha, Sardinha, Robalo, Bacalhau, Carpa, Piranha, Truta, Atum, Taínha, Salmão, Corvina, Dourada, Garoupa, Moreia, Xinxarro (é mesmo assim que se escreve, fui verificar...)...
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Mas porquê parar na zoologia?? Porque não avançar até à gastronomia?! "Oh sim, Filete", "Mais, meu Bifinho do Lombo", "Oh, Souflê", "Minha Posta à Mirandesa", "Ui, Lasanha", "Hum, Strogonoff", "Ai Rojão", "Ah, minha Cabidela" (este pode até vir muito a propósito em certas ocasiões do mês...),...
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Fruta e legumes são também um tema saudável: Pimento, Piri-priri, Alface, Couve de Bruxelas, Bróculo, Espargo, Morango, Tangerina, Pera-Abacate, Pêssego, Marmelo, Meloa, Alperce, Nêspera, Maracujá, são tudo nomes que eu não levaria a mal.
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Nomes de Terras, também valem: Arábia Saudita, Bagdad, Moscovo, Madagáscar, Islândia, Alasca, Patagónia...
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Políticos: Gorbachev, Fidel Castro, Mussolini, Boris Yeltsin, Bill Clinton, Brutus Brutus Gali, Berlusconi, Kadafi,...
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Plantas: Azevinho, Rosmaninho (os que rimam com 'vinho' caem sempre melhor, principalmente depois de dois copos dele), Urze do Monte, Giesta, Dente-de-Leão, Papoila, Trevo, Carqueja, Erva-de São-Roberto, Avenca,... Mas completamente proibidos nomes de flores, nunca mas nunca Rosa, Mal-me-Quer, Tulipa, Magnólia, Margarida, Antúrio... (vómito grande)
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Acima de tudo que sejam divertidos, que sejam originais... que não sejam atirados ao ar porque se viu num filme no Domingo passado à tarde na televisão (ou no Sábado à noite no canal 18), ou porque se leu num romance da Margarida Rebelo Pinto, ou porque se ouviu o colega no secundário a gritar à namoradinha e ela parecia que estava a gostar...
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Mas de preferência, se quiserem mesmo chamar por mim, seja em que circunstância for, experimentem o meu nome... Malhada.
Entendidos?! ;))
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*Negreiros, José de Almada in Nome de Guerra
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sábado, 29 de novembro de 2008

Pinheeeeeeeiiiiiiro!!!!!!

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O São Pedro é lixado, e tem-se andado a guardar para se vingar em força do São Nicolau (sabe-se o lá o motivo da zanga)...
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Mas por mim, nem que chovessem Josés Sócrates!
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O Pinheiro está na rua!
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Suspiro grande...

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Como é bom a carne mole,
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Deitada, abandonada
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Ao lado
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Deitada, ao sol
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De outra carne
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Carne macia,
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Carne amiga, cúmplice de brincadeiras
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Vadia
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Carne feliz
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Cansada, saciada
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Entregue, desarmada
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À espera de nada
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Só
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Completa
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Porque partilha
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Lado a lado
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O desejo fogo paixão
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Que ardeu nas bocas/olhos agora
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Em repouso
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Borbulhando pequenos movimentos
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De paz
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De ternura
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De puro conforto
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De quem está
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E não espera
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Sente
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Respira
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Vive

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Bestial em todos os sentidos

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Dia 14 de Julho, o Auditório do Forum de Barcelona à pinha com 3000 pessoas em silêncio, rendidas ao abismal magnetismo do Monstro, qual culto de uma estranha religião.
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A Imprensa:
"Tom Waits é um Monstro marinho que arrasta os barcos para as profundidades com os seus tentáculos de 50 metros mas também ajuda um gatinho a descer de uma árvore". "Tom Waits seria capaz de encontrar as chaves a Houdini". "Ele é o meteorito que extinguiu os dinosauros". "Ele é o homem do saco, que leva a os meninos que não comem a sopa". "Foi Tom Waits quem afundou o Titanic e colocou o Neil Armstrong na lua". "Tom Waits matou o dragão com a sua lança, e deixou o protagonismo a São Jorge, porque ele é modesto".
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Ele não é Deus, porque é muito mais feio, mas também muito mais cómico, e com infinitamente mais poder e mais pinta. É Um Monstro Sagrado!
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quinta-feira, 15 de maio de 2008

O meu 13 de Maio

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Sou Cétpica por natureza. Ateia de religião.
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E por castigo divino, a 13 de Maio, não na Cova da Iria, mas talvez por obra da Virgem Maria, fiquei assim:
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Felizmente devia ter algum pastorinho bem-disposto que decidiu que, dentro do que podia correr mal, não ia tudo correr pelo pior e, excepto uma dor no pescoço, nem um arranhão, excepto na carteira...

Um valente susto, um braço da direcção, duas jantes, um pára-choques, dois pneus, duas ópticas, dois faróis, um retrovisor, um radiador, uma embraiagem, uma caixa de velocidades, uma protecção do carter e mais outras coisas cujo nome não decorei...

Nem tudo se perdeu e a vantagem (além do facto, nada irrelevante, de ter saído ilesa desta experiência radical) é que para o mês que vem já não vou ter que pagar o seguro do carro, nem de o levar à revisão.

Nem tudo pode correr sempre mal, mas mesmo sem ser para Fátima, mais me valia ter ido a pé!

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Gostos

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Gosto de dizer mal das coisas.
Gosto muito de dizer muito mal das coisas.
Gosto de dizer muito bem das coisas.
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Gosto de coisas que me fazem rir.
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Gosto de dormir.
Gosto de comer.
Gosto de nadar.
Gosto de morder.
Não gosto que me mordam.
Gosto que me trinquem.
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Gosto de falar.
Gosto que me ouçam.
Não gosto de me ouvir.
Gosto de estar com os meus amigos.
Gosto de conversar com os meus amigos.
Gosto de ouvir os meus amigos.
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Não gosto de secas.
Não gosto de coisas muito sérias.
Não gosto que não me levem a sério.
Não gosto de me levar a sério.
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Gosto de me sentir entuiasmada.
Gosto do cheiro a relva.
Gosto de água.
Gosto de perspicácia.
Gosto que me irritem.
Gosto de me irritar.
Não gosto de mim irritada.
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Gosto de homens altos.
Gosto de bom gosto.
Gosto de imprevistos.
Gosto de ter tempo.
Gosto de ter pressa.
Gosto de stress.
Não gosto de pânico.
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Não gosto de mais ou menos.
Não gosto de estúpidos.
Não gosto de mesquinhos.
Não gosto de acomodados.
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Não gosto de nãos.
Não gosto de desistir.
Não gosto de perder.
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Gosto de rapidinhas.
Gosto de conforto.
Gosto de maçãs.
Gosto de morangos.
Gosto de caos.
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Gosto de desafios.
Gosto de crescer.
Gosto do burlesco.
Gosto do grotesco.
Gosto de choques.
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Não gosto de cheiro a laca.
Não gosto de unhas pintadas.
Não gosto de saltos altos.
Não gosto de missas.
Gosto de massa crua.
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Gosto de paradoxos.
Não gosto de lógica.
Gosto da minha lógica.
Gosto de gostar.
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E agora tenho de ir.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Que fresquinho bom...

Não há nada melhor do que o frio para nos sentirmos invadidos por uma onda de ternura e carinho.
É tão bom acordarmos abraçados, quentinhos, quando sabemos que lá fora o gelo arrefece a vontade de sair para trabalhar...
Só mais cinco minutinhos... e apertamo-nos um contra o outro, com os narizes dentro dos lençois de flanela, como se a roupa de cama se tratasse de uma tenda de campismo no Nepal... Um verdadeiro ninho de Amor!
O amor é lindo, mas no Inverno ainda mais!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O amor é liiiiiiinnndoooo

E é o que me apraz dizer.
Namorar é bom.
F**** é ainda melhor.
Estar só aconchegaditos no sofá a ver uma porcaria de um filme também. Rir à gargalhada os dois a ver o telejornal, melhor ainda.
Discutir sobre quem se deve levantar primeiro de manhã é fixe, "vai tu, anda lá...", "ontem fui eu, vai tu", "não, vai tu", "eu vou amanhã, vai tu hoje...", "vamos os dois daqui a cinco minutos", "está bem"... e passados cinco minutos o diálogo repete-se... até um dos dois ficar mesmo irritado e se levantar... "por tua causa já é tarde".
Mas o que é mesmo, mesmo bom e não troco por nada deste mundo são os dias em que me estico na minha cama e ela é toda só para mim...
O amor é liiindo, mas é melhor ainda se for só de vez em quando!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Reservado o direito ao preconceito

Reservo-me o direito de julgar previamente as pessoas (à posteriori já me parece demasiado tarde), seja pelos seus actos, pelo seu aspecto, pelo seu cheiro, pelo seu nome, pela voz, pelos amigos, pelo que comem, etc, etc, etc. Julgo, critico e ponho de parte tendo apenas como base as primeiras impressões.
É intuição feminina, pode pensar-se. É. Uma forma sublime de dizer preconceito, intuição. É mais feminina, porque as mulheres são mais rápidas e eliminam logo à partida o que não deve interessar. Os homens engonham mais.
Acredito que é uma necessidade básica do ser humano, ser-se preconceituoso. Se não perde-se muito tempo.
Também acredito (ok, admito que já são demasiadas crenças para quem se diz céptico, mas não é preciso acreditar em tudo o que digo...) que o cérebro quando usado para pensar produz efeitos fascinantes. Por isso opto por ostracizar todos aqueles que julgo que não usam, ou usam pouco, ou usam de forma que considero errada, os cérebros.
Opto por ser pedante e armar-me em superior (e não raras vezes gozar) com gajos que me tentam seduzir com coros rascas. Com gente que considero parolos armados em finos. Com pessoas que eu acho que têm a p... da mania (para isso estou cá eu!).
Acho que os vegetarianos são parvos. E armados em superiores, que ainda é pior.
Acho que pessoas que usam rastas, piercings, tatuagens e roupas que parecem pijamas vestidos por cima de carpetes e fatos de treino são básicas com a mania da profundidade... enfim freaks.
Gente que diz que tem muitos problemas e é muito infeliz, é porque não tem que fazer na vida.
Os homens são sempre menos inteligentes que as mulheres.
Mulheres que usam botas de tacão alto, jóias que as fazem parecer uma árvore de natal e perfumes para cheirar na Muralha da China, têm o pito aos saltos. Assim como aquelas que ouvem Shakira, Beyoncé e David Fonseca.
Evito sequer aproximar-me de indivíduos que cheirem mal... vinho incluído (a propósito, ontem fui pseudo-insultada - pseudo, porque o homem não tinha capacidade para chegar ao insulto - por um homem que se tentou aproximar de mim com um tresando a vinho, sebo e transpirado, para me vender qualquer coisa, supostamente para ajudar não sei quem. Nem o deixei sequer chegar perto - apenas o suficiente para começar a sentir o aroma... - disse-lhe que escusava de perder tempo, o meu e o dele, e ele amuou e começou a desatinar alto, para que os restantes ocupantes da mesma esplanada que eu pudessem também perder qualquer vontade que tivessem de lhe comprar algo, mesmo antes de o cheirarem. A isto eu chamo atitude altruísta!).
Não me atraem homens baixos (não que eu seja muito alta, não sou, sou normal, para portuguesa... Se fosse Alemã, ou Sueca, era anã, como sou portuguesa, estou na média...), mesmo que giros, simpáticos e charmosos, meias-lecas não me dão tesão. E se derem erros a escrever, matam-me a líbido para o resto da vida (mas isto até os mais altos).
Não suporto gente que diz coisas como "Ah, os emigrantes de leste..." ou "Ah, os pretos...", ou "Ah os árabes..." ou "Ah as mulheres..." enfim, no geral, pessoas que são racistas e preconceituosas, acho que são burras e ressabiadas.

É um sem número de preconceitos que acarinho e faço por manter, que me rege o dia-a-dia. Eventualmente, e muuuiito raramente, engano-me nos julgamentos prévios que faço, mas não admito, nem digo a ninguém, finjo que nunca pensei assim. Afinal de contas, Eu tenho sempre razão!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Os livros que mudaram a minha vida

Como sou uma vaca preguiçosa e com pouco tempo, fui buscar um texto que não é novo, tem a modos que uns anitos, mas acho que é um bom prólogo de blog, por isso cá vai ele:

O assunto surgiu-me porque me lembrei da desilusão que senti quando me deu para reler aquele que eu julgo que foi o livro que mudou a minha vida.

Tristemente descobri que o livro é uma merda.

Talvez tivesse sido melhor se não o tivesse relido, ou talvez não...

Descobri que afinal não foi o livro, fui mesmo eu, ou as circunstâncias que me fizeram mudar de rumo. Reflecti e constatei que o meu "singular" percurso foi semelhante ao de muita gente...

Passo a explicar: Era uma recém adolescente parva (como devem ser todas as raparigas de 13 anos). Ouvia tudo o que era música que me vinha parar às mãos e que estivesse na moda. Andava no Ballet, gostava de me vestir como a Barbie e as minhas amigas eram como eu, parvas e fúteis. Adorava o Elvis Presley e o Richard Gere porque eram bonitos, lia a Bravo, os policiais da Agatha Christie, o Asterix e a banda desenhada do Quino, porque quando fosse grande gostava de ser como a Mafalda - apesar de ser um bocado covarde para tomar posições.

Porque um rapaz vizinho, amigo do meu irmão (um rapaz do grupo dos grunhos, mas com quem eu falava, porque tinha pinta - sempre nutri simpatia por "gajos armados em outsiders") gostava, comecei a ouvir Doors.

Ele era fanático pelo grupo, e como eu o achava "O Máximo" (suspiro...), comecei a tentar saber tudo sobre a banda e como não podia deixar de ser, li a biografia do Jim Morrison.

Sim, também eu. Foi esse o livro que eu acho que mudou o rumo da minha adolescência (não propriamente para melhor nem pior, mas para mais adolescente).

Apaixonei-me pelo Jim Morrison e decidi que ia ser como ele, ou pelo menos o mais próximo que conseguisse daquilo que eu achava que ele foi - degredo e literatura (numa versão extremamente soft, estilo "g'anda maluca, mas só até à meia noite e meia, porque os meus pais não me deixam chegar mais tarde"...).

Comecei a fumar, um cigarro para 5, nos intervalos das aulas, de vez em quando uns charros (até aí não me aproximava das drogas porque tinha medo, mas fumava charros só ao ponto de ficar um bocadito drogada para os outros verem, mas suficientemente sóbria para tentar não fazer figuras tristes - como se fosse possível não fazer figuras tristes na adolescência...) a ler as obras de Nietsche, William Blake, Artaud, Hölderlin, Rimbaud, Verlaine, Oscar Wilde... e todos os livros que o Jim Morrison tinha lido. Assim como as biografias desses autores e os autores que os tinham influenciado.

Passei pelo Freud, Jung, Witgenstein, Sartre, Jean Genet, Marquês de Sade, Dante, Sófocles, Büchner, Brecht... nas artes plásticas li tudo o que encontrei (quanto baste, mas não muito, porque não havia ainda internet...) sobre o surrealismo, o dadaísmo, o expressionismo, arte pop (era uma rapariga de 14 anos que sabia quem era Max Reinhart e que via os filmes de Eisenstein e do Buñuel, que discutia as teorias da Gestalt e da escola da Bauhaus com o professor de educação visual do 8º ano - que pensava que eu era esquizofrénica).

Nos intervalos das leituras fazia números brilhantes como "deitar fumo pela orelha" (passo a explicar: como tinha, e tenho, um tímpano furado, se eu tapar o nariz e a boca e fizer pressão, sai ar. Eu dava uma passa num cigarro e Voilá, grande número e grande moka - que fazia com que eu reflectisse um pouco sobre a estupidez do acto, porque invariavelmente me dava uma vontade imensa de vomitar...).

Pelo caminho também lia autores portugueses, mas só os que eram ou malucos ou depressivos (Régio, Antero de Quental, Florbela Espanca, Almada, Pessoa, Mário de Sá-Carneiro - os meus preferidos eram os que se tinham suicidado). Aos dezasseis anos era uma gótica perfeita. Tinha a mania que era culta e inteligente, arrogante, revoltada, deprimida e ouvia Sisters of Mercy, Joy Division, Bauhaus, Velvet Underground,... bebia como uma esponja quando estava com os amigos (misturas tipo absinto com mescal e macieira) e quando já estava muito bêbada vomitava de propósito para poder continuar a beber. Faltava às aulas para ir beber para o café com os amigos e discutir poesia. Havia vários rapazes até que me elegiam como consultora literária para os seus belos escritos (tenho ainda alguns deles guardados, porque não sou de deitar nada fora, muito me rio...).

Em casa os meus pais não gostavam da maneira como eu me vestia, das minhas companhias e das minhas atitudes, mas como tirava sempre boas notas não tinham desculpa para me chatear.

A dada altura (primeiro porque tinha um tio uns anos pouco mais velho que eu que ouvia Fausto e Sérgio Godinho e que era fã do Miguel Esteves Cardoso, e depois porque descobri que ele traduzia Beckett e que trouxe a música dos Joy Division para Portugal, e porque O Independente era um jornal fixe, e a revista Kappa também), comecei a ler Miguel Esteves Cardoso e descobri que a boa literatura e a boa música não têm que ser ou sérias, ou deprimidas, podem ser sérias e bem-dispostas ou não e serem boas na mesma. Então descobri o Caetano Veloso e Chico Buarque, os Trovante, o Jacques Brell, a Nina Simone e o Jazz... Jorge Amado, Alberto Pimenta, Mia Couto, Luís Sepúlveda, Gabriel Garcia Marques, José Saramago, Aquilino Ribeiro, Sofia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade... Devia ter uns 17 anos.

Comecei a vestir-me com cores, cortei o cabelo. Já sorria e olhava para as pessoas que sorriam sem achar que eram inocentes e que sorriam porque não tinham consciência das agruras da vida. Comecei a descobrir que tinha uma atracção ainda maior por aquilo que me fazia rir e divertia, do que pelas coisas "cool" e "deep" e absurda e parvamente deprimentes.

Coincidiu também com a altura em que comecei a fazer teatro, descobri novos amigos, uns depressivos, outros bem-dispostos, uns mais artistas, outros mais normais... Coincidiu com começar a frequentar o Cineclube de Guimarães. Comecei a olhar para mim e a analisar-me, mais do que a construir-me. E cresci, pouco, mas alguma coisa, passei a ser uma adolescente com outro tipo de "pancadas".

Ultrapassei um bocado a idade das trevas das nossa vidas (a idade média - de mediana - pela qual cada um de nós tem de passar). E pronto.

Depois, já na universidade, voltei a ler muitos dos livros "pesados" que adorava e alguns achei-os chatos, outros excelentes, outros excelentes mas demasiadamente depressivos para conseguir gostar deles, outros não os percebi e nem percebi onde fui buscar interpretações que lhes dei na altura... enfim. Descobri também outros que não tinha lido na altura e que me fizeram muita falta como o Shakespeare.

Descobri que há muito mais Beckett para além de à Espera de Godot... Descobri que sou uma Maria Lamechas e com muito orgulho... Descobri que continuo a gostar de ouvir muita música que ouvia na adolescência... Acho aliás que ainda não saí completamente da adolescência!!!

Este livro (a biografia do Jim Morrison) reli na altura do concerto dos Doors em Portugal, assim como revi o excelente filme do Oliver Stone. Afinal o Jim Morrison era um parasita. Bêbado, dogrado, freak e porquito (o homem não mudava de roupa, três semanas com as mesmas calças de couro...). Afinal se o conhecesse era capaz de não lhe achar piada nenhuma, o gajo era uma besta. A música continua a ser do melhor, indiscutivelmente o homem foi um pioneiro, mas afinal não era um Deus (e acho mesmo que já morreu...). O livro, é uma biografia, fiel ou não, não interessa, mas a tradução é muito má (brasileira) e a escrita é muito primária. Reli-o milhões de vezes durante a minha adolescência. Era a minha bíblia.
Mas acho que na altura eu não andava muito preocupada com literatura...

Uma coisa é certa, para mal, ou para bem, cedo ou tarde de mais, os livros que li também fizeram de mim o que sou hoje.

E não há volta a dar!