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Marradas, cornadas, coices e algumas lambidelas

sábado, 20 de setembro de 2008

Há dias assim...

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Não sei dizer porquê...
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Nem consigo especificar muito bem onde...
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Mas hoje sinto-me proparoxítona...
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Vou tomar um TRIFENE, a ver se me passa!
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Passo-me dos cornos

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E eu até sou um animal paciente, por natureza...
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Enfim... Hoje dirigi-me a um local onde... (estou com dificuldade em arranjar o verbo que descreva o que "coisa" esta gente, já que um verbo descreve uma acção...) digamos que "existem" (se bem que há quem defenda que para tal é necessário pensar...) funcionários públicos.
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Depois de esperar que três funcionárias, ao mesmo tempo, atendessem uma só pessoa, um senhor que olhava em transe, sem perceber o que lhe estava a acontecer, enquanto as restantes pessoas que esperavam para ser atendidas nas duas filas desesperavam (ok, estou a exagerar, foram só duas funcionárias que foram atender o senhor, porque a terceira esteve lá atrás o tempo todo, sossegadita, imóvel, só a olhar para o teclado de um computador que tinha o ecran desligado...),... mas o assunto que tratavam com o senhor era melindroso, merecia zelo:
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"Oh Lídia, como é que tu rasgas os cheques?"- perguntou uma para a outra.
E a Outra, solícita, deixou pendurada a senhora que estava a atender e lá foi explicar que punha a régua e que com cuidado... e depois ficou a olhar para a Uma a ver se a aprendiz rasgava o cheque do livro tal e qual a mestre lhe tinha ensinado...
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Adiante. Duas pessoas e vinte minutos depois, chegou a minha vez.
Expus a minha questão, mas a resposta foi: - "Ai agora já não pode ser... Isso nem é comigo, é com a minha colega e ela sai ao meio dia...".
Respirei fundo e ainda arrisquei: - "Mas é meio dia menos cinco"
Resposta: - "Pois, mas o computador já está desligado...".
Eu: - "Está a gozar comigo?"
Ela: - "Menina, sabe como é, são as burocracias..."
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Fiquei esclarecida e incapaz de contra-argumentar!
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terça-feira, 9 de setembro de 2008

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Indus - Dead Can Dance
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domingo, 7 de setembro de 2008

Há gente tão generosa

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Luciana Abreu, a famosa Floribela, afirma numa revista que iniciou um processo de adopção de uma criança no estrangeiro, mas que "QUERO UMA CRIANÇA QUE SEJA SOFRIDA, QUE TENHA IMENSAS DIFICULDADES, QUE NÃO TENHA ROUPA, ANDE DESCALÇA, COM DOENÇAS E RANHO NO NARIZ" (sic).
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Imagino-a a chegar ao talho das adopções:
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Luciana - Olhe fachavor, era uma criança sofrida, com imensas dificuldades e doenças, mas veja lá se me arranja aí uma com muito ranho, e de preferência já descalça...
Homem do talho - Olhe, temos aqui fresquinho um ciganito de 4 anos que a mãe obrigava a pedir esmola todos os dias na rua, e que tem brucelose, porque quando chegava a casa com menos de cinquenta euros tinha que dormir no curral com as ovelhas e o burro...
Luciana - Não sei... parece-me que tem pouco ranho e não sei se tem imensas dificuldades... parece-me que só tem algumas...
Homem do talho - Este aqui tem 6 anos e tuberculose, que lhe dá não só muito ranho como também catarro, foi o tio que o sodomizava que lhe pegou...
Luciana - Mas está de botas..
Homem do talho - Só se quiser levar algum da secção de Angola, estão todos descalços, mas sai mais caro.
Luciana - E qual é a especialidade?
Homem do talho - São os mutilados. Este, por exemplo, tem 5 anos, não tem um braço, porque lho cortaram com uma catana para servir de almoço ao patrão do pai, e viveu os últimos 2 anos fechado numa gruta a comer aranhas e escorpiões... Está cheiinho de moncos, como pode ver, e tem piolhos, sarna, lepra, malária e febre tifoide...
Luciana - Parece-me bem. Dispa-me dois para levar, se faz favor.
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Se a moda pega vamos começar a ouvir as misses nos seus discursos: "O MEU SONHO É ACABAR COM A FOME EM ÁFRICA E LAMBER O RANHO DE TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO!"
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Ainda há quem diga que não há gente boa no mundo!
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domingo, 31 de agosto de 2008

Maus hábitos

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"O hábito é o balastro que prende o cão ao seu vómito. Respirar é um hábito. A vida é um hábito. Ou melhor, a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos.«Hábito» é pois o termo genérico para os inúmeros contratos celebrados entre os inúmeros sujeitos que constituem o indivíduo e os seus inúmeros objectos correlativos. Os períodos de transição que separam as consecutivas adaptações representam as zonas perigosas na vida do indivíduo, perigosas, penosas, misteriosas e férteis, em que, por um momento, o tédio de viver é substituído pelo sofrimento de ser."
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Samuel Beckett
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Conselhos à minha Moda

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Miss Vacamalhada para esta estação Primavera/Verão, Outono/Inverno e resto da vida recomenda:
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Nunca, mas nunca levar a vida muito a sério. Provoca rugas, cabelos brancos, aflições, hérnias, más-disposições e caras feias.
De preferência sorrir, mesmo quando não há piada. O sentido de ironia apura-se com o tempo, e quando não há volta a dar às agudas questões (quase todas as nossas questões são agudas), fazer piadas sobre elas, é sempre a melhor solução possível. Mesmo, e principalmente, quando não têm graça (as piadas e/ou as questões).
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Quero-me futil.
Aderi a uma espécie de seita. O lema é "Recusar tudo o que é sério e profundo, sério é chato e é à tona que se respira."
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Não vou mais falar do assunto. Porque não quero mais pensar no assunto. Já não mergulho. Agora boio (que bonito verbo para se conjugar...).

Pronto. Flutuo. Flutuo nas confusões de pensamentos que vão borbulhando nesta cabeça efervescente, mas não os deixo pousar. Espeto-lhes alfinetes para que eles rebentem, como bolas de sabão voláteis e efémeros que são.
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É mesmo bom estar de férias depois de tanta dor de cabeça. Entrei numa espécie de transe zen e ai de quem se arrisque a tentar vir cá resgatar-me.
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Estou como o Senhor. Não em paz, mas para lá caminho... Estou na minha e que ninguém me chateie.
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(talvez possa parecer confusa, e armada ó poética, mas estou-me só a borrifar!).
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domingo, 24 de agosto de 2008