.
.

Marradas, cornadas, coices e algumas lambidelas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Os pijamas

Adoro Pijamas. São uma boa ideia. Quentinhos, confortáveis... O conceito de pijama é inteligente. Foi boa ideia, de quem a teve, inventar o pijama. Gosto de pijamas. Gosto da palavra pi-ja-ma. Dão um ar sexy, mas ternurento a quem os usa (quem não sentiu ternura pelo Major Valentim Loureiro quando o viu, em directo para o Jornal da Tarde, com o seu vestido...). Dão um ar desamparado e inofensivo... Deve ser por isso que está na moda usá-los como roupa do dia-a-dia.
Tenho vários pijamas. Mas não os uso para dormir. Tão-pouco os uso como roupa do dia-a-dia!
Uso-os pouco. Essa é que é a verdade. E tenho bastantes (principalmente, tendo em conta que os uso pouco), ainda neste Natal me ofereceram três!
O facto é que eu só uso os pijamas para enrolar as calças nos pés para dormir quando está mesmo muito frio.
Às vezes também os visto antes de me deitar. Para ficar com ar de quem "ai já vestiste o pijaminha, agora vais para a caminha". E vou. Tiro o pijama, e vou para a cama.
Também visto um pijama quando tenho de ir à casa-de-banho durante a noite. Podia usar antes um roupão, pois podia... Mas perdia uma boa oportunidade para usar o pijama.
Tenho também uma reserva de roupa interior para "aqueles dias do mês". São enormes cuecas de algodão, já sem ou com pouquíssimos elásticos, ideais e confortáveis para dormir.
Por causa disso, no outro dia, ouvi o seguinte comentário: «Ia comprar-te uma lingerie, mas não havia em segunda-mão».
Apelo à comunidade: Vamos voltar a pôr as ceroulas na moda. Ceroula é sexy! Pelo menos durante cinco dias por mês...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Morte aos maluquinhos

Os maluquinhos têm muita graça, mas quando se aproximam de mais, assustam! Porque são maluquinhos.

Há os meio-maluquinhos, esses têm piada. Pode até acontecer terem algum charme.

Os maluquinhos inteiros não. São perigosos. Porque parecem inofensivos. Porque fazem-nos sentir pena deles e depois... quando realmente percebemos que eles são é maluquinhos, já é tarde de mais!

Fujam dos maluquinhos. Matem os maluquinhos! Proibam os maluquinhos!

Não gosto de maluquinhos. Detesto que os maluquinhos me chateiem, se aproximem. Quando cheiro um começo logo a ficar irritada. A abanar a cauda com força e a deitar fumo pelo nariz. E os maluquinhos sentem que eu não gosto deles. Mas como são maluquinhos, persistem.

E eu irrito-me. E depois, normalmente, eu é que passo por maluquinha...

Maluquinhos, oiçam (leiam): Vão para o raio que vos parta. Vão pentear macacos. Vão passear. Mas deixem-me em paz.

Estou rodeada por eles. Há maluquinhos em toda a parte. Estão nas esquinas, nos cafés, nas repartições, no super-mercado,...

Eles perseguem-me. São como moscas à volta da minha cabeça...

Qualquer dia...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Cozinha

Gosto de cozinhar.
Gosto de experimentar novas coisas na cozinha.
Hoje experimentei uma nova receita. Rizoto com cogumelos.
Enquanto cozinhava, pensava com os meus botões.
Um bom cozinhado precisa de empenho, amor, ser partilhado com alguém de quem se gosta.
Um bom cozinhado precisa de estar apuradinho, de ser bem servido.
Um bom cozinhado deve ser servido quentinho.

Isto vai ser mesmo bom...

Suspiro. Tretas.

Um bom cozinhado precisa é de sal.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O amor é liiiiiiinnndoooo

E é o que me apraz dizer.
Namorar é bom.
F**** é ainda melhor.
Estar só aconchegaditos no sofá a ver uma porcaria de um filme também. Rir à gargalhada os dois a ver o telejornal, melhor ainda.
Discutir sobre quem se deve levantar primeiro de manhã é fixe, "vai tu, anda lá...", "ontem fui eu, vai tu", "não, vai tu", "eu vou amanhã, vai tu hoje...", "vamos os dois daqui a cinco minutos", "está bem"... e passados cinco minutos o diálogo repete-se... até um dos dois ficar mesmo irritado e se levantar... "por tua causa já é tarde".
Mas o que é mesmo, mesmo bom e não troco por nada deste mundo são os dias em que me estico na minha cama e ela é toda só para mim...
O amor é liiindo, mas é melhor ainda se for só de vez em quando!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Reservado o direito ao preconceito

Reservo-me o direito de julgar previamente as pessoas (à posteriori já me parece demasiado tarde), seja pelos seus actos, pelo seu aspecto, pelo seu cheiro, pelo seu nome, pela voz, pelos amigos, pelo que comem, etc, etc, etc. Julgo, critico e ponho de parte tendo apenas como base as primeiras impressões.
É intuição feminina, pode pensar-se. É. Uma forma sublime de dizer preconceito, intuição. É mais feminina, porque as mulheres são mais rápidas e eliminam logo à partida o que não deve interessar. Os homens engonham mais.
Acredito que é uma necessidade básica do ser humano, ser-se preconceituoso. Se não perde-se muito tempo.
Também acredito (ok, admito que já são demasiadas crenças para quem se diz céptico, mas não é preciso acreditar em tudo o que digo...) que o cérebro quando usado para pensar produz efeitos fascinantes. Por isso opto por ostracizar todos aqueles que julgo que não usam, ou usam pouco, ou usam de forma que considero errada, os cérebros.
Opto por ser pedante e armar-me em superior (e não raras vezes gozar) com gajos que me tentam seduzir com coros rascas. Com gente que considero parolos armados em finos. Com pessoas que eu acho que têm a p... da mania (para isso estou cá eu!).
Acho que os vegetarianos são parvos. E armados em superiores, que ainda é pior.
Acho que pessoas que usam rastas, piercings, tatuagens e roupas que parecem pijamas vestidos por cima de carpetes e fatos de treino são básicas com a mania da profundidade... enfim freaks.
Gente que diz que tem muitos problemas e é muito infeliz, é porque não tem que fazer na vida.
Os homens são sempre menos inteligentes que as mulheres.
Mulheres que usam botas de tacão alto, jóias que as fazem parecer uma árvore de natal e perfumes para cheirar na Muralha da China, têm o pito aos saltos. Assim como aquelas que ouvem Shakira, Beyoncé e David Fonseca.
Evito sequer aproximar-me de indivíduos que cheirem mal... vinho incluído (a propósito, ontem fui pseudo-insultada - pseudo, porque o homem não tinha capacidade para chegar ao insulto - por um homem que se tentou aproximar de mim com um tresando a vinho, sebo e transpirado, para me vender qualquer coisa, supostamente para ajudar não sei quem. Nem o deixei sequer chegar perto - apenas o suficiente para começar a sentir o aroma... - disse-lhe que escusava de perder tempo, o meu e o dele, e ele amuou e começou a desatinar alto, para que os restantes ocupantes da mesma esplanada que eu pudessem também perder qualquer vontade que tivessem de lhe comprar algo, mesmo antes de o cheirarem. A isto eu chamo atitude altruísta!).
Não me atraem homens baixos (não que eu seja muito alta, não sou, sou normal, para portuguesa... Se fosse Alemã, ou Sueca, era anã, como sou portuguesa, estou na média...), mesmo que giros, simpáticos e charmosos, meias-lecas não me dão tesão. E se derem erros a escrever, matam-me a líbido para o resto da vida (mas isto até os mais altos).
Não suporto gente que diz coisas como "Ah, os emigrantes de leste..." ou "Ah, os pretos...", ou "Ah os árabes..." ou "Ah as mulheres..." enfim, no geral, pessoas que são racistas e preconceituosas, acho que são burras e ressabiadas.

É um sem número de preconceitos que acarinho e faço por manter, que me rege o dia-a-dia. Eventualmente, e muuuiito raramente, engano-me nos julgamentos prévios que faço, mas não admito, nem digo a ninguém, finjo que nunca pensei assim. Afinal de contas, Eu tenho sempre razão!


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Chiça!

Estou cansada. Isto de passar a vida a correr de um lado para o outro em biscates, de vez em quando, cansa...
Estou cansada, estou cansada. Estou cansada, estou cansada, estou cansada....
E também quero dizer que conduzir é ainda mais chato do que andar de autocarro!
Conduzir é uma seca!
Conduzir é uma grande seca.
E é uma seca ainda maior, por causa dos outros que andam na mesma estrada que eu!
SAIAM DA ESTRADA!!!!!
E ficamo-nos por aqui hoje. Estou cansada...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

As Maçãs do Rosto de Adão

No outro dia assisti a um documentário (quer-se dizer, uma espécie de documentário), todo armado em científico, em que os ditos cientistas e antropólogos tentavam descobrir como teria sido a fisionomia de ADÃO!
Perguntam vocês: Qual Adão? O da pastelaria?
E eu respondo, ou melhor a Wikipédia responde, «Adão é considerado dentro da tradição judaico-cristã e islâmica como o primeiro ser humano, uma nova espécie criada directamente por Deus. Teria sido criado directamente da terra à imagem e semelhança de Deus para domínio sobre a criação terrestre. Adão foi pai de Caim, Abel, Sete, e mais outros filhos e filhas. Segundo Génesis 5:5, Adão teria vivido 930 anos, alcançando até Lameque, pai de Noé, a oitava geração de sua descendência».
Esse Adão. O primeiro ser humano, de cuja costela, mais tarde Deus terá feito Eva.
(suspiro grande como que a tomar fôlego!).
Ok. Vamos por partes.
Eu não sou católica, nem acredito em nenhuma espécie de religião. Percebo que quem é crente ache normal que um ser superior tenha, a partir do barro, começado a espécie humana.
Percebo também que para muitos crentes e para a maioria dos cépticos, a história do Génesis é uma espécie de alegoria.
Acho que uma religião não tem de se basear em factos, já que parte do pressuposto que as pessoas têm que ter fé, para a seguirem. Logo, se têm fé, não são precisas provas para nada!
Não quero ser polémica, nem pôr em causa nada.
Quero é perceber, e não percebo, porque é que homens, que se dizem de ciência, andam a brincar ao "vamos agora inventar uma teoria sobre como seria a cara da primeira molécula de carbono" (porque afinal não é essa a teoria científica para a base da vida??), ou então, "vamos descobrir como era a fronha do gajo que viveu 930 anos"...
Então??? Quem é crente procure nas pinturas religiosas, há milhões de Adões por esses quadros fora. Quem não é crente, não quer saber como era o Adão, porque à partida, não vai acreditar que ele tenha existido...
Então e como é que era o verdadeiro rosto da branca de neve?? Seria ela assim tão bela??
Há muita gente com muito pouco que fazer. Incluindo eu, que fiquei a ver o documentário...!
Suspiro...
Segundo o documentário, Adão era negro e falava a linguagem dos estalidos. Se calhar por isso é que Eva lhe deu a maçã, já não estava para o ouvir... "come e cala-te", terá dito ela (com estalidos). Os factos em que se basearam para chegar a esta resposta... Suspiro, são porque sim.
Outras questões se me colocam e gostaria que a ciência, que pelos vistos não tem mais que fazer, se debruçasse (com cuidado para não cair) em tentar descobrir como é que o Adão e Eva seguravam a parra (e já agora de que casta eram as videiras), se a maçã era raineta ou Golden, e onde é que fica o paraíso...
Já agora, como é que o Adão viveu tanto tempo (e também a Eva), será que recorreu a alguma cirurgia plástica para atrasar os efeitos do envelhecimento??? E ele gostava mais de branco ou de tinto? E voltou a comer maçãs?